domingo, 15 de julho de 2018

Morada

Pés descalços!!!
Estrutura de fundação firme;
Dois pilares musculares alicerceiam toda construção.
Tijolo à Tijolo.
Vigas de ombros largos protejidos pelo telhado de uma mente brilhante!

No coração,
Forno à lenha capaz de aquecer o "todo" que suas janelas avistam.
Ah!!! Janelas de vista para o MUNDO!!!

Não és minha morada,
Doce lar de lugares incertos.
Compreendemos:
Quem tem em si a própria morada, não necessita de endereço!

Não és minha morada,
mas na certeza do aconchego,
Reconhecêmo-nos:
em momentos de tormenta, lá estarás:
Quente e acolhedor,
meu amado ABRIGO!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Divino Lugar distante

"De longe te hei de amar 
- da tranqüila distância 
em que o amor é saudade 
e o desejo, constância. 

Do divino lugar 
onde o bem da existência 
é ser eternidade 
e parecer ausência. 

Quem precisa explicar 
o momento e a fragrância 
da Rosa, que persuade 
sem nenhuma arrogância? 

E, no fundo do mar, 
a Estrela, sem violência, 
cumpre a sua verdade, 
alheia à transparência."




sexta-feira, 10 de junho de 2016


"No início você toma uma bebida, depois a bebida toma uma bebida, depois a bebida toma-o a si."

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Longa Fase, Nova Vida

"Nada no mundo consegue tomar o lugar da persistência.
O talento não consegue, nada é mais comum do que homens fracassados com talento.
A genialidade não consegue; gênios não recompensados é quase um provérbio.
A educação não consegue; o mundo é cheio de errantes educados.
A persistência e a determinação são onipotentes!"




quarta-feira, 29 de julho de 2015

OUTRA VEZ...




Desculpe-me a invasão do seu mundo... da sua vida...
Perdoe-me entrar abruptamente em seu corpo, mas precisei, muito, desde o momento em que ouvi sua voz...
Precisei mergulhar no seu olhar...
Entontecer-me do seu cheiro...
Embriagar-me do seu gosto...
Precisei ACREDITAR...
SER POSSÍVEL...
OUTRA VEZ...
AMAR...


segunda-feira, 23 de março de 2015

FISSURA


    Da lacuna...
    Do vazio...
    Da rachadura...

    Da estranheza da Määmi 

    à dureza da rapadura...

    Do cansaço da velha saudade

    à promessa da travessura...

    Da densidade breve

    à leveza da "lonjura"...

    É o espaço que sobra entre

    as paredes de um vão...

    É um abismo gigantesco entre

    um sim e um não...