Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada
terça-feira, 31 de maio de 2011
Sê... se... ser
Sê
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Plantar e Colher
Ontem um menino que brincava me falou
que hoje é semente do amanhã...
Para não ter medo que este tempo vai passar...
Não se desespere não, nem pare de sonhar
Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs...
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar!
Fé na vida Fé no homem, fé no que virá!
nós podemos tudo,
Nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será
que hoje é semente do amanhã...
Para não ter medo que este tempo vai passar...
Não se desespere não, nem pare de sonhar
Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs...
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar!
Fé na vida Fé no homem, fé no que virá!
nós podemos tudo,
Nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Tocando em frente
Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou
Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou
Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Formiguinha...
Quero ser alma inteira!
Cansei de ser metade solitária
vagando em direção ao vazio
encontrado no coração das pessoas.
Me fiz forte na luta incansável
de amar a mim mesma
vestindo armaduras e forjando espadas
com minhas próprias mãos já tão cansadas
no interior de meu castelinho de areia.
De grande comandante do exército da solidão
estrategista dos planos mais elaborados de ataque e defesa;
nesse momento,
dispo,
rasgo,
mostro,
atirando a mim, peito aberto,
na talvez, mais doce aventura de toda existência.
Exposição da menina morta viva que
renasce diante dos olhos do soldado.
Inimigo desconhecido e precocemente amado.
Enigmático...
Entreguei a menina,
segurei o coração no laço,
evitando disparada em direção do abismo
bem como batida covarde em retirada.
Estagnação!
Ora, Ora, Ora...
que difícil e contraditória empreitada!
Eu que sempre lutei para ser livre,
hoje desejo simplesmente ser amada.
E o silêncio, acompanhado de um punhado de ausências necessárias,
me dissolve como açucar no café amargo.
E meu discurso convincente, se desfaz magicamente,
como algodão doce na boca da criança dentro do parque de diversões.
Doce amargura.
Como a vida é curta,
e nós revestidos de animalesca bestialidade.
Como elefantes temendo a presença de formigas,
ao menor sinal de risco,
fugimos como diabo da cruz.
Amém!
Tudo que é sagrado deveria ser guardado!
A sete chaves,
em caixote inviolável e transparente!
Verdade.
Da boca, jamais ouvirão: "quero descançar no seu abraço!"
que quero experimentar por inteiro, pernas, peito e braço.
que será para vida toda, enquanto dure,
o todo que te envolve na segurança de meus laços.
Sagrados. Covardes.
Quero colocar no interior de minha caixa,
forte, transparente, cheia de diversões, como refúgio de justos e sacros.
Soldado, Menina...
Quando forte, formiga sou,
em grande parte do tempo...
Consumo a todo meu prório açucar dissolvendo-me
seja no líquido escuro de um café requentado,
seja no amargor da saliva de uma criança cruel.
Carrego e posso dez vezes o meu peso!
Caminho quilômetros em busca do meu lar doce,
que um dia, certamente encontrarei.
Sem vazio, sem metade, inteiro!
Amém.
Oxalá permita nesse dia,
em silêncio,
descançar, menina e formiga,
nos braços de corajoso elefante,
após o deguste do mais doce café!
Cansei de ser metade solitária
vagando em direção ao vazio
encontrado no coração das pessoas.
Me fiz forte na luta incansável
de amar a mim mesma
vestindo armaduras e forjando espadas
com minhas próprias mãos já tão cansadas
no interior de meu castelinho de areia.
De grande comandante do exército da solidão
estrategista dos planos mais elaborados de ataque e defesa;
nesse momento,
dispo,
rasgo,
mostro,
atirando a mim, peito aberto,
na talvez, mais doce aventura de toda existência.
Exposição da menina morta viva que
renasce diante dos olhos do soldado.
Inimigo desconhecido e precocemente amado.
Enigmático...
Entreguei a menina,
segurei o coração no laço,
evitando disparada em direção do abismo
bem como batida covarde em retirada.
Estagnação!
Ora, Ora, Ora...
que difícil e contraditória empreitada!
Eu que sempre lutei para ser livre,
hoje desejo simplesmente ser amada.
E o silêncio, acompanhado de um punhado de ausências necessárias,
me dissolve como açucar no café amargo.
E meu discurso convincente, se desfaz magicamente,
como algodão doce na boca da criança dentro do parque de diversões.
Doce amargura.
Como a vida é curta,
e nós revestidos de animalesca bestialidade.
Como elefantes temendo a presença de formigas,
ao menor sinal de risco,
fugimos como diabo da cruz.
Amém!
Tudo que é sagrado deveria ser guardado!
A sete chaves,
em caixote inviolável e transparente!
Verdade.
Da boca, jamais ouvirão: "quero descançar no seu abraço!"
que quero experimentar por inteiro, pernas, peito e braço.
que será para vida toda, enquanto dure,
o todo que te envolve na segurança de meus laços.
Sagrados. Covardes.
Quero colocar no interior de minha caixa,
forte, transparente, cheia de diversões, como refúgio de justos e sacros.
Soldado, Menina...
Quando forte, formiga sou,
em grande parte do tempo...
Consumo a todo meu prório açucar dissolvendo-me
seja no líquido escuro de um café requentado,
seja no amargor da saliva de uma criança cruel.
Carrego e posso dez vezes o meu peso!
Caminho quilômetros em busca do meu lar doce,
que um dia, certamente encontrarei.
Sem vazio, sem metade, inteiro!
Amém.
Oxalá permita nesse dia,
em silêncio,
descançar, menina e formiga,
nos braços de corajoso elefante,
após o deguste do mais doce café!
quinta-feira, 26 de maio de 2011
* Entre pais e filhos (FELICIDADE) * A thing of beauty is a joy for ever
Uma Alegria para Sempre
As coisas que não conseguem ser olvidadas
continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre
onde as datas não datam.
Só no mundo do nunca existem lápides...
Que importa se - depois de tudo - tenha "ela" partido
ou que quer que te haja feito, em suma?
Tiveste uma parte da sua vida que foi só tua e, esta,
ela jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte de tua vida presente
e não do teu passado.
E abrem-se no teu sorriso mesmo quando,
deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto deves à ingrata
criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
-disse, há cento e muitos anos,
um poeta inglês que não conseguiu morrer
As coisas que não conseguem ser olvidadas
continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre
onde as datas não datam.
Só no mundo do nunca existem lápides...
Que importa se - depois de tudo - tenha "ela" partido
ou que quer que te haja feito, em suma?
Tiveste uma parte da sua vida que foi só tua e, esta,
ela jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte de tua vida presente
e não do teu passado.
E abrem-se no teu sorriso mesmo quando,
deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto deves à ingrata
criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
-disse, há cento e muitos anos,
um poeta inglês que não conseguiu morrer
A thing of beauty is a joy for ever:
Its loveliness increases; it will never
Pass into nothingness; but still will keep
A bower quiet for us, and a sleep
Full of sweet dreams, and health, and quiet breathing.
Therefore, on every morrow, are we wreathing
A flowery band to bind us to the earth,
Spite of despondence, of the inhuman dearth
Of noble natures, of the gloomy days,
Of all the unhealthy and o'er-darkened ways
Made for our searching: yes, in spite of all,
Some shape of beauty moves away the pall
From our dark spirits. Such the sun, the moon,
Trees old and young, sprouting a shady boon
For simple sheep; and such are daffodils
With the green world they live in; and clear rills
That for themselves a cooling covert make
'Gainst the hot season; the mid forest brake,
Rich with a sprinkling of fair musk-rose blooms:
And such too is the grandeur of the dooms
We have imagined for the mighty dead;
All lovely tales that we have heard or read:
An endless fountain of immortal drink,
Pouring unto us from the heaven's brink.
Its loveliness increases; it will never
Pass into nothingness; but still will keep
A bower quiet for us, and a sleep
Full of sweet dreams, and health, and quiet breathing.
Therefore, on every morrow, are we wreathing
A flowery band to bind us to the earth,
Spite of despondence, of the inhuman dearth
Of noble natures, of the gloomy days,
Of all the unhealthy and o'er-darkened ways
Made for our searching: yes, in spite of all,
Some shape of beauty moves away the pall
From our dark spirits. Such the sun, the moon,
Trees old and young, sprouting a shady boon
For simple sheep; and such are daffodils
With the green world they live in; and clear rills
That for themselves a cooling covert make
'Gainst the hot season; the mid forest brake,
Rich with a sprinkling of fair musk-rose blooms:
And such too is the grandeur of the dooms
We have imagined for the mighty dead;
All lovely tales that we have heard or read:
An endless fountain of immortal drink,
Pouring unto us from the heaven's brink.
Nor do we merely feel these essences
For one short hour; no, even as the trees
That whisper round a temple become soon
Dear as the temple's self, so does the moon,
The passion poesy, glories infinite,
Haunt us till they become a cheering light
Unto our souls, and bound to us so fast,
That, whether there be shine, or gloom o'ercast;
They always must be with us, or we die.
For one short hour; no, even as the trees
That whisper round a temple become soon
Dear as the temple's self, so does the moon,
The passion poesy, glories infinite,
Haunt us till they become a cheering light
Unto our souls, and bound to us so fast,
That, whether there be shine, or gloom o'ercast;
They always must be with us, or we die.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Mesmices...
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Ventarola...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Caminhos
Caminhante, são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Mar...
Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo.
Vem saber
Se o mar terá razão
Vem cá ver
Bailar meu coração.
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo.
Vem saber
Se o mar terá razão
Vem cá ver
Bailar meu coração.
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo.
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo.
Vem saber
Se o mar terá razão
Vem cá ver
Bailar meu coração.
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo.
Vem saber
Se o mar terá razão
Vem cá ver
Bailar meu coração.
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo.
Para que foste teu!
Ó MAR!
Quanto do teu sal são lágrimas?
Minhas, suas, humanas e mundanas.
Amores, sonhos, desejos e planos;
Perdidos, refeitos. achados, realizados
Quanta vida...
Tanta Morte...
Grandeza proporcional a sua imensidão generosa,
Berço confortável de chegadas e partidas,
Recepção do todo e tudo.
Inundação raivosa,
Vazia,
Cheia.
Cessão de espaços,
deixou banhar-se.
Colocou-se abaixo de todas as águas.
Na humildade,
Tornou-se.
Cumpriu-se o mar!
Assim o império se desfez e o poeta se refez.
Ensina-me sal o aprendizado de espaços,
Ceder continuando a sorrir,
Não permitir que a raiva inunde,
Doar e receber, no instante preciso.
Expelir aquilo que não serve, Ressaca!
O experimento.
Aquele que sente o amargor da perda,
saberá valorizar o doce sabor do ganho.
A Consciência.
Leva-nos livres.
E aquele olhar, humano, diante do milagre do sal,
pode repousar tranquilo ao perigo e ao abismo,
que generosamente nos espelha o céu!
Quanto do teu sal são lágrimas?
Minhas, suas, humanas e mundanas.
Amores, sonhos, desejos e planos;
Perdidos, refeitos. achados, realizados
Quanta vida...
Tanta Morte...
Grandeza proporcional a sua imensidão generosa,
Berço confortável de chegadas e partidas,
Recepção do todo e tudo.
Inundação raivosa,
Vazia,
Cheia.
Cessão de espaços,
deixou banhar-se.
Colocou-se abaixo de todas as águas.
Na humildade,
Tornou-se.
Cumpriu-se o mar!
Assim o império se desfez e o poeta se refez.
Ensina-me sal o aprendizado de espaços,
Ceder continuando a sorrir,
Não permitir que a raiva inunde,
Doar e receber, no instante preciso.
Expelir aquilo que não serve, Ressaca!
O experimento.
Aquele que sente o amargor da perda,
saberá valorizar o doce sabor do ganho.
A Consciência.
Leva-nos livres.
E aquele olhar, humano, diante do milagre do sal,
pode repousar tranquilo ao perigo e ao abismo,
que generosamente nos espelha o céu!
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Palco de escuridão
Palco de escuridão
Na escuridão da cidade
e na solidão de minh´alma partida,
a lua apresenta a mim fantasmas vivos
à observarem estrelas sem brilho....
De palco escuro e mórbido,
o elenco encena dramas.
Vidas e mortes,
Muito azar e pouca sorte,
e o público fantasmagórico
seguindo seu aplauso involuntário.
Alimento do ego iludido são nomes apagados porém inesquecíveis.
Valores conflitantes,
travestem de cores
preenchidos por odores
inexistentes e ilusórios.
Em meio a confusão da penumbra sombria da ribalta imaginária,
estrelas orbitam em torno de um sol,
esquecido, cinza, frio e tristonho.
Na mente de tantos,
Inconsciente Coletivo!
Culpam o sol pelo sucesso, fracasso,
sem a percepção que sequer entrou em cena.
Não se dão conta do encalacramento
de planetas, estrelas, lixo cósmico, gravidade!
Esqueceram-se!
Plenitude, realidade, calor, cores, cheiros... VIDA!
Sem calor a vida morre!
Os fantasmas sobrevivem como espectadores desta peça sombria,
aplaudindo sem consciência de que,
dentro em breve presenciarão a lavratura de seus óbitos!
MAU CHEIROSOS!
PUTREFATOS!
De tanta "merda" acumulada,
consigo apenas vislumbrá-la como abudo.
Antes de reabrirem as cortinas:
Salvar a peça;
Alterar texto;
Trocar estrelas de papel;
Modificar a marcação de palco;
Invocar Fenix à aula de renascimento;
Ninfa do Tejo para adormecer gigantes;
No fracasso,
Davi ensinará como derrubá-los;
Trazer ao cenário os tesouros perdidos de outrora;
Sem esquecer do Som.
Cada nota perfeita, acordará delicadamente o SOL!
Só então,
a luz se acenderá;
as cortinas se abrirão;
a vida recomeçará.
Só então,
a lua clareará minhas noites escuras
e o aplauso será voluntário e verdadeiro de plateia ávida por vida!
Na coxia?
MERDA!!!!!
A todos nós!
Na escuridão da cidade
e na solidão de minh´alma partida,
a lua apresenta a mim fantasmas vivos
à observarem estrelas sem brilho....
De palco escuro e mórbido,
o elenco encena dramas.
Vidas e mortes,
Muito azar e pouca sorte,
e o público fantasmagórico
seguindo seu aplauso involuntário.
Alimento do ego iludido são nomes apagados porém inesquecíveis.
Valores conflitantes,
travestem de cores
preenchidos por odores
inexistentes e ilusórios.
Em meio a confusão da penumbra sombria da ribalta imaginária,
estrelas orbitam em torno de um sol,
esquecido, cinza, frio e tristonho.
Na mente de tantos,
Inconsciente Coletivo!
Culpam o sol pelo sucesso, fracasso,
sem a percepção que sequer entrou em cena.
Não se dão conta do encalacramento
de planetas, estrelas, lixo cósmico, gravidade!
Esqueceram-se!
Plenitude, realidade, calor, cores, cheiros... VIDA!
Sem calor a vida morre!
Os fantasmas sobrevivem como espectadores desta peça sombria,
aplaudindo sem consciência de que,
dentro em breve presenciarão a lavratura de seus óbitos!
MAU CHEIROSOS!
PUTREFATOS!
De tanta "merda" acumulada,
consigo apenas vislumbrá-la como abudo.
Antes de reabrirem as cortinas:
Salvar a peça;
Alterar texto;
Trocar estrelas de papel;
Modificar a marcação de palco;
Invocar Fenix à aula de renascimento;
Ninfa do Tejo para adormecer gigantes;
No fracasso,
Davi ensinará como derrubá-los;
Trazer ao cenário os tesouros perdidos de outrora;
Sem esquecer do Som.
Cada nota perfeita, acordará delicadamente o SOL!
Só então,
a luz se acenderá;
as cortinas se abrirão;
a vida recomeçará.
Só então,
a lua clareará minhas noites escuras
e o aplauso será voluntário e verdadeiro de plateia ávida por vida!
Na coxia?
MERDA!!!!!
A todos nós!
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