De longe todo mundo é incrível...
quanto mais perto ficamos da imagem, mais imperfeições somos capazes de constatar...
Hoje a única coisa que gostaria: fosse possível eu mesma me distanciar de mim...
Peço perdão aos meus amigos, aos meus amores, aos meus pais e protetores por todos os meus erros...
Queria nascer de novo, ou apenas não ter nascido...
Deveria não ter me envolvido... com ninguém, até mesmo comigo...
Deveria não sentir... não querer, porque querendo errei... e cada vez mais parece-me que errei sempre...
Nunca houve acerto...
Peço perdão por não ter mais forças para me alegrar... peço perdão por estar acabando a força até para respirar...
porque cada molécula de oxigênio que utilizo talvez fosse mais útil em outros pulmões de merecedores...
As minhas intenções sempre, absolutamente sempre foram as melhores... por isso talvez, esteja hoje vivendo no inferno!
Hoje somente venho cometendo o aborto de meu próprio renascimento por simplesmente não ter força de me parir mais uma vez...
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Afinidade
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
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