segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Perdoem me a fraqueza...

De longe todo mundo é incrível...
quanto mais perto ficamos da imagem, mais imperfeições somos capazes de constatar...
Hoje a única coisa que gostaria: fosse possível eu mesma me distanciar de mim...
Peço perdão aos meus amigos, aos meus amores, aos meus pais e protetores por todos os meus erros...
Queria nascer de novo, ou apenas não ter nascido...
Deveria não ter me envolvido... com ninguém, até mesmo comigo...
Deveria não sentir... não querer, porque querendo errei... e cada vez mais parece-me que errei sempre...
Nunca houve acerto...
Peço perdão por não ter mais forças para me alegrar... peço perdão por estar acabando a força até para respirar...
porque cada molécula de oxigênio que utilizo talvez fosse mais útil em outros pulmões de merecedores...
As minhas intenções sempre, absolutamente sempre foram as melhores... por isso talvez, esteja hoje vivendo no inferno!
Hoje somente venho cometendo o aborto de meu próprio renascimento por simplesmente não ter força de me parir mais uma vez...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Afinidade

 
 
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.

sábado, 24 de agosto de 2013

Execício Amor

 
 Ao exercitar minha capacidade de amar...

Aprendi a adentrar olhares, com profundidade,

Invadir almas sem aprisioná-las, sem tomar territórios...

Amei brincando sério de me entregar,

sem ser refém...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Máximo Direcionado


Todos os dias, absolutamente todos os dias ouvimos frases que se tornam "máximas" em nossas vidas, nem que por um breve momento.
Quando as escutamos, ou lemos identificamos em nosso interior algo que nos falta, ou uma direção que parece co
erente a se seguir.
A grande verdade é que nosso universo interior é tão cíclico quanto o exterior. Assim como todas as águas, sejam elas doces ou salgadas jamais são formadas pelas mesmas partículas que um dia formaram seu todo, nossas idéias também são alteradas a todo instante.
É impossível fazermos a todo tempo aquilo que consideramos correto, ou necessário, até porque casos fortuitos ou de força maior nos movem para longe de nossos objetivos com tanta frequência que a vida nos parece um imenso e cansativo "remar contra maré".
Não existe fórmula ou uma verdade máxima, existe sim um exercício diário de paciência, de busca por forças para trilhar caminhos rotineiros ou para desbravar terras novas.
Viver é trabalhoso, fazer escolhas, depois de uma determinada idade deixa de ser uma aventura para ser um risco, afinal, nossas primeiras escolhas e buscas foram feitas objetivando estabilidade, seja ela financeira, afetiva, profissional...
Dentro dessa busca nesse eterno estica e puxa da vida, é necessária sabedoria e uma dose grande de percepções ampliadas sobre nós mesmos e o universo que nos cerca.
O silêncio pode ser sim de ouro, mas às vezes pode se tornar uma grande e pesada chave de ouro para que tranquemos para todo sempre a possibilidade de solucionar uma desavença, por exemplo.
Que o tempo seja um senhor remédio para algumas coisas, é uma grande verdade, mas o tempo jamais traz de volta momentos vividos no presente, logo o grande amigo tempo, se torna um grande vilão e faz cair no esquecimento momentos que poderiam ser eternos. O mesmo tempo que tira de nós toda a vida, pode também nos curar feridas como também pode aumentá-las.
A sabedoria de uma pessoa vivida pode ser bem emburrecida diante da coragem de um jovem, e a audácia de um jovem pode ser deveras estúpida diante da experiência de quem já passou da fase de certos passos.
Em suma, não há quem preveja, indique ou solucione magicamente nossas questões se não nós mesmos.
Precisamos estar sempre prontos para o fracasso, porque inevitavelmente ele virá muitas e muitas vezes, nos farão cair, e ao cair sentiremo-nos frágeis, e nessa fragilidade nos veremos pequeninos, indefesos...
E ai reside a grande sacada das máximas...
Saber trabalhar o tempo, o silêncio, as palavras, aprender a lidar com a diversidade de situações, identificar melhor para onde sopra o vento e qual é a maré favorável...
Recolher e estender velas, sabendo bem trabalhar nosso tempo, desfrutando o melhor sabor do vento.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Quase

Quase

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei decor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão; pros fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

domingo, 28 de julho de 2013

HOJE SOU MAX...




Um dia você chegou, assim de mancinho, quietinho, com suas patas imensas, e seu olhar doce...
Frágil, pequenino, mas já algumas características muito marcantes avisando a todos nós:
"GENTE GENTE!!! SEREI GRANDE, SEREI GIGANTE, SEREI IMENSO..."
Tão forte e marcante seu lembrete que ganhou um nome a sua altura...
MAX!!!
Simplesmente o máximo...
Somente tudo...
Tudo de companhia e de carinho...
Força e proteção...
Compreensão e diversão...
Quanta coisa meu amigo você me ensinou...
Quantos sustos você já me deu...
Quantas meias e fitas de cabelo você engoliu...
Quantas lágrimas minhas você enxugou...
Quantas noites mal dormidas pelas lambidas psicológicas ou do peso de sua cabeça em minhas costas...
Quantas vezes meus pés cansados (e fedidos diga-se de passagem) você lambeu...
Quanto meu coração você confortou e aqueceu...
Quanto preenchimento de vazios...
Vazios de palavras...
de carinho...
de amor...
Quantas vezes sua inteligência emocional foi buscar seu filho búfalo...
Quantos gravetos-arvore você foi buscar...
Quanta busca por agarrar luzes refletidas... o seu olhar aflito de impotência de não poder pegá-la...
Seu latido de revolta, como dizendo... "você tá de sacanagem pô"?
Você me ensinou a ser sempre "pronta"...
Me ensinou a perder no escravos de jó...
sempre perdendo e achando graça, fui vivendo e ganhando sua alegria...
Me ensinou a não perder a paciência, principalmente nos momentos de tensão, onde de mim arrancou a frieza necessária para situações emergenciais...
Me fez de "palhaça" algumas vezes, em nome do meu amor por você...
e me ensinou a achar graça das situações ridículas que me fez passar...
Meião de futebol, perdido na selva, enroscado em arame farpado, aprendendo a nadar...
E eu barata tonta, simplesmente a te AMAR...
Você sempre me acreditou...
Nunca duvidou de mim...
Sempre teve uma certeza única de que eu era capaz e que eu estaria lá...
Ontem eu não estava lá...
Você acreditou mais em mim do que qualquer outro ser vivo desse planeta...
E eu, meu amigo, hoje sou metade, mas metade acreditada...
Graças a você...
Queria te dar um grande abraço e agradecer...
MEU ANJO GIGANTE QUE ME ENSINOU A SER GRANDE...
MEU ANJO GIGANTE QUE ME FEZ ENTENDER O SILÊNCIO DOCE...
MEU ANJO GIGANTE QUE ME FEZ MAIOR...
HOJE SOU MAX...
PARA SEMPRE MAX!!!!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Fatal... sempre fatal...

 
 
O conhecimento da verdade é a intenção mais elevada da ciência e considera-se mais uma fatalidade do que intenção se, na procura da luz, provocar algum perigo ou ameaça.
 
 
Não é que o homem de hoje seja mais capaz de cometer maldades do que os antigos ou os primitivo. A diferença reside apenas no fato de hoje ele possuir em suas mãos meios incomparavelmente mais poderosos para afirmar a sua maldade.
 
 
 
Embora sua consciência se tenha ampliado e diferenciado, sua qualidade moral ficou para trás, não acompanhando o passo.
 
 
Esse é o grande problema com que nos defrontamos.
Somente a razão não chega mais a ser suficiente

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O Urso e a Loba


Conviver pacificamente é uma arte...
A disputa de espaço é um fato que depende da condição em que cada um está ou se coloca.
Quando desenvolvemos a capacidade de compreender que apesar das diferenças de essência e espírito, não nos tira da mesma condição que temos com relação ao espaço físico, um feliz acontecimento se dá... PAZ...
Absolutamente tudo nessa vida se torna possível.
E o mais incrível...
Sem desventuras ou desavenças...
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Me leve... mais leve... mas leve

Sinto-me contraproducente num louco universo desfacelado...
Sou inteiramente, parte por parte, um inteiro formado por cada um dos doze avos que me forma.
Quando falta um pedaço, falta um universo todo.
Quando o universo me nega, cada pedaço se esfarela...
De parte em parte vou me reconstruindo, me substituindo...
Colocando acima ou abaixo cada parte minha que me tem como todo de um pedaço sem encaixe...
Já que eu não posso me levar, quero que alguém me leve...
Cada uma de mim...

Além do limite

 
 
Falta-me sono porque
 
 


excede-me sonhos...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

BRASIL, o nome do teu sócio...



Vejo caos instalado nas eiras e beiras da cidade.
Vejo pessoas que merecem chances e merecem tempo,
Mais tempo para descansar, mais tempo para conseguir ganhar...
Ganhar o que?
Promessas de ganho, onde fica somente a sensação de perda.
Organizações que surrupiam de nós o que já não temos..
Venderam-nos a ideia de que estudar bastaria, mas o bastão que nos comanda é outro,
certamente não é o da dedicação e do conhecimento.
O bastão é regido por grandes organizações que nos enxergam como números impressos em notas...
Não se iluda que alguém resolverá o seu problema com um mágico bastão...
Saiba que a vida é cruel, e que a lei não está ao nosso alcance...
Saiba que a magia quem faz somos nós apensas com nossas próprias mãos...
que o justo nem sempre é o correto e vice versa...
Saiba que quando questionar o caminho,
quando não encontrar mais saída,
é dentro do túnel que podemos nos esconder,
e que nesse esconderijo as vezes encontramos a solução...
Saiba que junto aos ratos está guardada nota por nota daquilo tudo que um dia você conseguiu conquistar,
gastando o tempo tão precioso que Deus te presenteou com coisas que servem para sua simples mantença e dos seus.
Acredite... não é fácil ser livre...
A liberdade tem um preço...
E pagamos caro por ele...
Aceite, pois então a liquidação de inverno, dentro desse túnel escuro...
Aceite, quando alguém tão perdido quanto você te estender a mão...
Aceite que esse mundo, infelizmente não tem mais solução...
Cultive na simplicidade sua alegria dentro de seu coração...
Gaste mais tempo com o que vale a pena, e não tentando lutar contra esse enorme ladrão,
de tempo,
de dinheiro,
de alegria...
Mas saiba,
escute com atenção,
quando Deus nos envia solução,
não relute,
agarre dedo por dedo,
com cada uma das mãos.

Big Bang



De tudo que um dia fui, forma-se a cada dia alguém maior.
A extensão da capacidade de amar, compreender, olhar, sorrir, chorar;
Toda intensidade garimpada, talhada, forjada, lapidada e polida;
atenção e delicadeza...
De tudo que sou, a cada segundo sou ainda mais.
A medida que cresço, o alcance aumenta, portando quando me queira, não limite-se ao pouco que lhe falta.
Abrace pois, o infinito que me representa!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Pulso poético





Em minhas veias não corre sangue; corre apenas poesia.
Diante de profundos cortes a sensibilidade jorra grande quantidade de amor.
Quente, Vivo, lavando chão, pintando paredes, tomando o espaço e limpando minh´alma na ansiedade por um dia a mais.
Mais olhos se abrindo, vozes soltando-se, e muito mais sentir a pele, mesmo que em retalhos.

Em minhas poesias não correm letras, corre apenas sangue.
Diante de profundas experimentações, frases desenham em vermelho vivo pulmões respirando, gargantas cantando, úteros gerando e grandes corações pulsantes.
Cada letra um ponto cirúrgico preciso em prol do renascimento.
Sangue em poesia experimentada na pele, simplesmente apaixonante por estar vivendo mais e mais a cada dia.

terça-feira, 9 de julho de 2013

CALOR

 
 
 
 
 
 
Esse primeiro calor ainda fresco traz: tudo.
Apenas isso, e indiviso: tudo.
E tudo é muito para um coração de repente enfraquecido que só suporta o menos,
só pode querer o pouco e aos poucos.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Amor em queda livre

Queda livre:

Nada mais é do que o movimento resultante da aceleração provocada única e exclusivamente pela gravidade.

Quantas vezes, com apenas um passo, gesto, palavra ou olhar, nós não nos jogamos de altitudes inimagináveis?

Então nos deparamos com um momento mágico:

A Queda:

Atuação direta da gravidade, nos traz sensações fortíssimas;
descarga gigantesca de adrenalina;
visão estonteante;
o coração em acelação constante;
o corpo inteiro em tremor insuportável;
o suor frio inevtável;
tão inevitável quanto o encontro do corpo com o solo.

Como chegamos ao solo?

A Gravidade:

A força que te leva para baixo;
o choque,
a dor,
a morte...

Somente pode-se evitar desenvolvendo-se a capacidade de flutuação.

Realmente: PARAQUEDAS

Metaforicamente: AMOR

quarta-feira, 10 de abril de 2013


Certamente,
o mais feliz dos homens é aquele que,
fez a colheita tendo acompanhado
 a evolução da semente
que um dia escolheu plantar.
Nem sempre a colheita é certa,
mas do exercício do plantio,
aprende-se a selecionar as sementes.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

ONDE?QUEM E COMO?

Fechar os olhos, limitar pensamentos e generalizar conceituações diante de situações aparentemente semelhantes, não trarão verdadeiramente solução alguma para sociedade, nem no Brasil nem em qualquer parte do planeta.
A repetição de frases e expressões, sem aprofundamento analítico sobre causas e consequencias, é simples reprodução por falta de assunto.
Olhar manchetes, ler textos e tentar encaixar letrinhas e palavras simplesmente para dar a impressão de preocupação diante de uma condição socio-comportamental caótica, não leva nada nem ninguem a solução alguma.
A busca em encontrar soluções reais para problemas reais, tem que partir do micro universo, do comportamento personalissimo diante do:
vizinho,
do colega de boteco,
amigo de escola, bem como
do dono do restaurante,
do varredor da rua,
da cozinheira do bar,
do professor da academia,
do empresário da moda,
do engenheiro,
do advogado,
do pintor,
do marceneiro,
do vagabundo,
do traficante,
do morador de condominio e
do retirante...
partindo de si, do proprio comportamento em relação ao universo, lembrando que podemos viver em universos muito diferentes, mas todos ocupamos o mesmo espaço, e em algum momento, o meu universo, pelo simples compartilhamento de espaço, pode se tornar o seu...

sexta-feira, 22 de março de 2013

Prazeres do tempo e do vento

 
Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)

O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.

Aspecto literário da matemática


segunda-feira, 18 de março de 2013

Prece à nós...

Cada gota d´água
cada lágrima minha, a ti será dada,
para curar sua feridas,
para se preciso, salvar a sua vida...

Para todo seu pranto
serei acalanto
Limparei sua lágrimas,
para seguires sua jornada...
 
Cada raio de sol ou luar
cada sorriso a ti há de iluminar
para guiar seus passos,
para levar-te os abraços...
 
A cada passo seu a ser dado,
mesmo que me sinta cansado,
estarei sempre ao seu lado,
pelos caminhos guiados...
 
Cada prece minha,
a cada passada sua, apenas Caminha!
não faça esforço, apenas tente!
Não te preocupes, esvazie sua mente...
 
A cada linha escrita
Espero que me permita,
junto trilhar o caminho
que antes trilhava sozinho...
 
Segura minha mão,
dividirei contigo não somente o pão,
no escuro poderei guiar seus passos,
creia, meu coração pode sangrar mas meus nervos são de aço...
 
Sabendo que o amanhã é apenas
o rastro das tantas linhas
que josgastes para cima do muro,
acredite, assim se constrói o futuro...
 
 Sou do céu o raio,
Do som és o trovão,
Serei o vento do seu caminho,
da pedra tu és o meu chão.
 
Do céu meu raio tu és,
sou trovão que guia seus pés,
És vento que me leva ao caminho
Serei seu chão e jamais caminharei sozinho








 

 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Não há nada se não TUDO... há...

                                                    "Não há sensibilidade sem dor,
                                                não há prazer sem sensibilidade."



     Para se ter algum prazer, precisa-se da existência da dor,
     em algum momento, seja antes ou depois...

     A exitência e a condição de algo, depende sempre da condição de outro existir.

     O branco não o seria branco  se não à existência do preto.
     O bem não o seria bem se não à existência do mal.

     Nesse mágico momento,
     onde tudo é criado,
     o momento exato,
     entre a faca e o queijo,



enquanto um é espectador do desejo.
o outro cria-se simplesmente desejado.

Pele Tranlúcida

 
A pele, que não repele...
Que encosta, se achega e não coça...
Translúcida reflete o que de dentro não se nota.
Mas opaco, amargo de suor se ferve, transfere.
Segurança, odor... amor.

Desejos e apegos que não se colam,
A pele é segredo, é cheiro ... é sossego.
Loucuras imensas de corpos entrelaçados em um só chamego...
O fel, o mel já não se identificam dentre todos os beijos.

Calmaria dentre tufões e rebeliões.
É o sinal de que não se perdem as sensações,
É o jorrar do líquido abundante que do coração,
Se torna a materialização do tesão... do querer.. do SER.

Inicia-se a prosa novamente e derrepente,
Tudo o que é quente te torna paciente...
E a pele quando enrosca, não há cristo que separe,
Pois depois da pele, não existe mais nada que essa sensação iguale.
 
 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Vida - Grande Sertão...

 
Viver — não é? — é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender a viver é que é o viver mesmo.
 
 
 

 
 
 
A vida é muito discordada. Tem partes. Tem artes. Tem as neblinas de Siruiz. Tem as caras todas do Cão e as vertentes do viver.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Senhor, Deus Diabo, Dono de mim...



Senhor de todas as canções, de todo céu, de todas as vozes...
Senhor dos meus sonhos celestes e atrozes...
Peço a ti em súplica!!!
Me Tome, deixe-me senti-lo...
Me leve e me consome!!!!
Preciso do meu suor misturado ao seu,
sentir o calor da sua pele na minha...
Preciso do seu olhar repousando no horizonte do meu,
por dias e mais muitos dias..
Quero o esgotamento de nossos corpos e a elevação de nossas almas...
Turbulentas e Calmas...
Quero gosto, cheiro e desejo...
Quero muito, mas muito mais que apenas seus beijos...
Quero seu céu e seu inferno...
Quero ser seu momento eterno...
Quero ser parte de Ti...
Até que a vida nos una e os corpos não separem...

O tempo e o vento...

 



Tantos sonhos que o vento levou...
tempo, esperando os beijos,
tempo carregando desejos,
a ampulheta simplesmente parou...

A fonte d´água inesgotável secou...
tempo, esvaindo amor,
tempo, aguardando calor,
e tantos sonhos que o vento levou...

A ampulheta simplesmente parou...
tempo, ouvindo você,
tempo querendo te ver,
A fonte d´água inesgotável secou...

Tantos sonhos que o vento levou...
tempo, respirando ofegante,
tempo suplicando alarmante,
meu tempo esgotou...

Esperando você... TEMPO
ruindo meus muros... TEMPO
subindo castelos... TEMPO
querendo seu gosto... TEMPO
sentindo seu cheio... TEMPO
beijando seu rosto... TEMPO
abrindo caminhos... TEMPO
SONHANDO VOCÊ...

O vento levou...
Meu tempo esgotou...






Canção da Minha Ternura
Rondaste o meu castelo solitário
como um rio de vozes e de gestos;
baixei as minhas pontes fatigadas
e conheci teus lumes, teus agrados
teus olhos de ouro negro que confundem;
andei na tua voz como num rio
de fogo e mel e raros peixes belos,
cheguei na tua ilha e atrás da porta
me deste o banquete dos ardores
teus.

Mas às vezes sou quem volta
a erguer as pontes e cavar o fosso
e agora em sua torre, ternamente,
sem mágoa se debruça nas varandas
vendo-te ao longe , barco nessas águas,
querendo ainda estar se regressares
-porque seria pena naufragarmos
se poderias ter, sem tantas dores,
viagens e chegadas nos amores meus.

quarta-feira, 6 de março de 2013




Quando estás vestida,
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.

(Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem
No profundo céu.

Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite.

Brilham teus joelhos,
Brilha o teu umbigo,
Brilha toda a tua
Lira abdominal.

Teus exíguos
- Como na rijeza
Do tronco robusto
Dois frutos pequenos -

Brilham.) Ah, teus seios!
Teus duros mamilos!
Teu dorso! Teus flancos!
Ah, tuas espáduas!

Se nua, teus olhos
Ficam nus também:
Teu olhar, mais longe,
Mais lento, mais líquido.

Então, dentro deles,
Bóio, nado, salto
Baixo num mergulho
Perpendicular.

Baixo até o mais fundo
De teu ser, lá onde
Me sorri tu'alma
Nua, nua, nua...