quarta-feira, 29 de junho de 2011

Belezinha





Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo... Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude - mas que trabalheira!


terça-feira, 28 de junho de 2011

Vozes da Terra (Xangai)

Rosa Baiana

 


Treme o chão, treme a terra
Ronca o barulho do trovão
Voz de Deus ou Diabo
Juizo Final, celebração
Diante dos olhos passa ligeiro
Chão da Bahia, sertão inteiro
Sol derramando fogo no céu
Sangue e suor como nas Cruzadas
Reza, mandinga, o cruzar de espadas
Rosa Baiana, paixão e fé
Enquanto corpo-flor desabrocha
O coração cede feito rocha
Às insistentes ondas do amor
E a esse encanto de amor primeiro
Que lhe desfecha o golpe certeiro
Rosa Baiana, Rosa Mulher
Força de Deus prá criar os filhos
Não se dobrou prá fera cansaço
Morte, cangaço, faca, fuzil
Sobrevivente a tanta disputa
Vitoriosa na sua luta
Rosa Baiana, Rosa Brasil

Vou seguindo


As lentas nuvens fazem sono

As lentas nuvens fazem sono,
O céu azul faz bom dormir.
Bóio, num íntimo abandono,
À tona de me não sentir.

E é suave, como um correr de água,
O sentir que não sou alguém,
Não sou capaz de peso ou mágoa.
Minha alma é aquilo que não tem.

Que bom, à margem do ribeiro


Saber que é ele que vai indo...
E só em sono eu vou primeiro.
E só em sonho eu vou seguindo.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dificil tarefa


Espalhe, transmita o positivismo...sonhe, acredite no otimismo, procure, busque a conquista, examine-se, ache o real valor da vida!!!
Reflita sobre suas ações...ame intensamente, respeite opiniões, neutralize o negativismo seja alma, mente, coração, mas com os pés cravados ao chão, auto avalie- se... e viva !!!


domingo, 26 de junho de 2011

Casamento de Viúva

.
.. Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se
-Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E quando haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...


Fernando Pessoa

sábado, 25 de junho de 2011

Calix Bento

Ó Deus salve o oratório
Ó Deus salve o oratório
Onde Deus fez a morada
Oiá, meu Deus, onde Deus fez a morada, oiá
Onde mora o calix bento
Onde mora o calix bento
E a hóstia consagrada
Óiá, meu Deus, e a hóstia consagrada, oiá

De Jessé nasceu a vara
De Jessé nasceu a vara
E da vara nasceu a flor
Oiá, meu Deus, da vara nasceu a flor, oiá
E da flor nasceu Maria
E da flor nasceu Maria
De Maria o Salvador
Oiá, meu Deus, de Maria o Salvador, oiá






Salve o grande Cruzeiro da Bahia!!!!
Saravá os Baianos!!!!!

Fumaça






Fumarei!
Expirarei a fumaça como reza,
e desenharei as respostas para
absolutamente todos meus questionamentos...

Criarei as setas indicativas de
corações, estradas, paisagens e visões.
Enxergarei através delas os caminhos
por onde hei de andar ou correr...

Me colocarei no tempo-espaço de
impossíveis possibilidades,
deixarei meus neurônios à navegar,
e pensamentos em segurança aportar...

E ao final da reza esfumaçante...
a certeza de um caminho incerto,
a velocidade duvidosa de meu caminhar.
Livre arbítrio arbitrário!
Restará em mim o pulsar de um sonho,
esperado, aquietado, vislumbrado, deslumbrado...
de um coração subserviente à razão,
caminhante sorridente com pés de passos firmes,
rumo a maratona do eterno perde e ganha
no jogo da vida!

Cavalinho




"Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte:
o riso a cavalo e o galope do sonho.
É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver."

Preenchimento...

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.



Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Claro!



O destino é severo. Sejamos nós indulgentes. O que é preto talvez não seja escuro.


quinta-feira, 23 de junho de 2011




FALHO MAS NÃO TARDO!!!!

- * -

Poética

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.



terça-feira, 21 de junho de 2011

Quem disse que seria fácil?

Fácil e Difícil

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.

Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a
mesma...
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.
Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.

Fácil é ditar regras e,
Difícil é segui-las...


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sempre Bom!

BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!


 

domingo, 19 de junho de 2011

Campos Abertos, Visão Além

"... mistério é um campo aberto às conquistas da inteligência. Pode-se andar nele com audácia, nunca se reduzirá sua extensão, mudar-se-á somente de horizontes. Todo saber é o sonho do impossível, mas ai de quem não ousa aprender tudo e não sabe que, para saber alguma coisa, é preciso resignar-se-a estudar sempre!"


sábado, 18 de junho de 2011

Por la Escalera

Si me dieran a elegir
Entre moda y arrabal
Si tuviera que mentir
Lágrimas de carnaval

Si pudiera desandar
La memoria que tanto descuidé
Si supiera amortizar tu desamor
Y mi fé

Si la estéril vanidad
De la estatua de cera que prendí
Me absolviera del amor eterno
Si el infierno pasa por aquí

Si dijeras sálvame
Si quisieras nombrarme tu escudero
Y si el trece más uno de Febrero
Te decidieras a calmar mi sed


Cómo sería...
Si bajaras tú...
Si subiera yo...
Si subieras tú...
Si bajara yo

Si volviera a mancillar
La bandera que juré
Si me diera por matar
Muertos que viven de pie

Tu escalera de color primavera
De otoño mes de Abril
No alimentes corazón
Duelos entre el no y el si

Me desarmo por su amor
Como un guerrero la espero en cada esquina
Mientras el bombón de mi vecina
Sólo busca amores de estación

Si dijeras sálvame
Si quisieras nombrarme tu escudero
Y si el trece más uno de Febrero
Te decidieras a calmar mi sed

Cómo sería...
Si bajaras tú...
Si subiera yo...
Si subieras tú...
Si bajara yo...

Cómo sería si bajaras tú...
Si subiera yo...


Diego Torres

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A time to love

We have time for racism
We have time for criticism
Held bondage by our ism´s
When will there be a time to love


We make time to debate religion
Passing bills and building prisons
For building fortunes and passing judgements
When will there be a time to love


At this point in history we have a choice to make
To either walk a path of love
Or be crippled by our hate


We have time to cause pollution
We have time to cause confusion
All wrapped up in our own illusions
When will there be a time to love


We make time to conquer nations
Time for oil exploration
Hatred, violence and terrorism
When will there be a time to love


At this moment in time
We have a choice to make
Father god is watching
While we cause mother earth so much pain
It´s such a shame


Not enough money for
The young, the old and the poor
But for war there is always more
When will there be a time to love


We make time for paying taxes
Or paying bills and buying status
But we will pay the consequences
If we don´t make the time to love


Now´s the time to pay attention
Yes now is the time... to love...
A time love... love...
A time to love
Please, please won´t you tell me
When will there be a time to love...

Olhos de nunca mais

Alguém me sorriu assim
E o tempo deixou pra trás
Passou tão perto de mim
Visão que não se desfaz
Alguém me sorriu assim
Com olhos de nunca mais
Mas vive dentro de mim
E dentro de si me traz

Foi um minuto somente
Um oculto presente pra mim
Foi a primeira metade
De eternidade sem fim

Os anos passaram-se
A vida me leva e traz
E ainda não esqueci
Seus olhos de nunca mais


Cordel da mulher Paraibana

Da aridez da terra ao amago da alma...
a mulher nordestina, labaredas acalma....
e em seu seio materno, que o canto da beleza enseja...
o céu ilumina e a vida apedreja...
seu olhar felino, destemido roseiral...
indomado sob a flamula da natureza imortal...
destemido, ousado, viceral...
Permita-me anunciar ao espaco sideral...
ao mundo inteiro...
a imensidao de teu ventre nesse cordel estradeiro...
Ana, Maria, Joaquina, Magdala, Eulalia, Severina...
Sob a sutileza de sua forca feminina...
o meu coração, invadido por nefáveis labaredas...
Mostra a esse Brasil, Paraiba, sua grandeza...
a fonte de forca e tao rara beleza...
Inspira-me os caminhos teus pois,
Mulher Paraibana,
Tu és a face feminina de Deus!!!!!

AS ARMAS DE JORGE

Jorge sentou praça
na cavalaria
e eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia

Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam
E nem mesmo em pensamento
eles possam ter para me fazeram mal
Armas de fogo
meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar
pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é de Capadócia




Saravá Ogum!!!! Vamos a luta ,  caminhar sorrindo!

OS DEGRAUS

"Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo..."


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Olha

Olha você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei prá mim
A cabeça cheia de problemas
Mas não me importo, gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui
Olha você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor, agora é prá valer
Olha, vem comigo aonde eu for
Seja meu amante, meu amado, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor



O Poeta como amendoin

Noites pesadas de cheiros e calores amontoados...
Foi o Sol que por todo o sítio imenso do Brasil
Andou marcando de moreno os brasileiros.

Estou pensando nos tempos de antes de eu nascer...

A noite era pra descansar. As gargalhadas brancas dos mulatos...

Silêncio! O Imperador medita os seus versinhos.
Os Caramurus conspiram na sombra das mangueiras ovais.
Só o murmurejo dos cre’m-deus-padre irmanava os homens de meu país...
Duma feita os canhamboras perceberam que não tinha mais escravos,
Por causa disso muita virgem-do-rosário se perdeu...

Porém o desastre verdadeiro foi embonecar esta República temporã.
A gente ainda não sabia se governar...
Progredir, progredimos um tiquinho
Que progresso também é uma fatalidade...
Será o que Nosso Senhor quiser!...
Estou com desejos de desastres...

Com desejos do Amazonas e dos ventos muriçocas
Se encostando na cangerana dos batentes...
Tenho desejos de violas e solidões sem sentido
Tenho desejos de gemer e de morrer.

Brasil...
Mastigado na gostosura quente do amendoim...
Falado numa língua curumim
De palavras incertas num remeleixo melado melancólico...
Saem lentas frescas trituradas pelos meus dentes bons...
Molham meus beiços que dão beijos alastrados
E depois murmuram sem malícia as rezas bem nascidas...

Brasil amado não porque seja a minha pátria,
Pátria é acaso de migrações e do pão-nosso onde Deus der...
Brasil que eu amo porque é o ritmo do meu braço aventuroso,
O gosto dos meus descansos,
O balanço das minhas cantigas amores e danças.
Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito engraçada,
Porque é o meu sentimento pachorrento,
Porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir.

SANTO ANTONIO

Que seria de mim meu Deus
Sem a fé em Antônio
A luz desceu do céu
Clareando o encanto
Da espada espelhada em Deus
Viva viva meu santo

Saúde que foge
Volta por outro caminho
Amor que se perde
Nasce outro no ninho
Maldade que vem e vai
Vira flor na alegria
Trezena de junho
É tempo sagrado
Na minha Bahia

Antônio querido
Preciso do seu carinho
Se ando perdido
Mostre-me novo caminho
Nas tuas pegadas claras
Trilho o meu destino
Estou nos teus braços
Como se fosse
Deus menino
Maria Bethania



Sarav

á os boiadeiros!!!!!!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

E Tudo mudou...

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento A escova virou chapinha “Problemas de moça” viraram TPM Confete virou MM A crise de nervos virou estresse A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê…
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo
pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email O namoro agora é virtual A cantada virou torpedo E do “não” não se tem medo O break virou street O samba, pagode O carnaval de rua virou Sapucaí O folclore brasileiro, halloween O piano agora é teclado, também O forró de sanfona ficou eletrônico Fortificante não é mais Biotônico Bicicleta virou Bis Polícia e ladrão virou counter strike Folhetins são novelas de TV Fauna e flora a desaparecer Lobato virou Paulo Coelho Caetano virou um chato Chico sumiu da FM e TV RPM desapareceu Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza, Lennon e Elvis, Todos anjos … Agora só tocam lira…
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz…
… De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.



AMOR E SUAS FORMAS

Vida
É o amor existencial.
Razão
É o amor que pondera.
Estudo
É o amor que analisa.
Ciência
É o amor que investiga.
Filosofia
É o amor que pensa.
Religião
É o amor que busca a Deus.
Verdade
É o amor que eterniza.
Ideal
É o amor que se eleva.

É o amor que transcende.
Esperança
É o amor que sonha.
Caridade
É o amor que auxilia.
Fraternidade
É o amor que se expande.
Sacrifício
É o amor que se esforça.
Renúncia
É o amor que depura.
Simpatia
É o amor que sorri.
Trabalho
É o amor que constrói.
Indiferença
É o amor que se esconde.
Desespero
É o amor que se desgoverna.
Paixão
É o amor que se desequilibra.
Ciúme
É o amor que se desvaira.
Orgulho
É o amor que enlouquece.
Sensualismo
É o amor que se envenena.
Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu gravemente.



Francisco Candido Xavier

______________________________________

Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança
e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.
Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo.


Mahatma Gandhi

_______________________________________

Desejo que você
Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la.
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la.
Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama.

Augusto Cury

___________________________________________________


O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem

Guimarães Rosa

____________________________________________________

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver

Cora Coralina

___________________________________________

"Na vida, não vale tanto o
que temos, nem tanto importa
o que somos.
Vale o que realizamos com aquilo que
possuímos e, acima de tudo,
importa o que fazemos de nós!"

Francisco Candido Xavier

____________________________________________

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?

Oswaldo Montenegro

______________________________________________


Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te. Por isso te amo quando não te amo e por isso te amo quando te amo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

PAZ DE SER INTEIRAMENTE, ETERNAMENTE EU!



O caminho se faz caminhando seja só ou não.
O importante não são os acontecimentos e sim como os recebemos.
Essencial é saber onde se quer chegar e medir o tamanho de nossos passos conforme se apresentam situações comuns da vida.
Nada é fantasticamente mágico se não vemos a vida à cores, se não sentimos cheiros e texturas.
O importante mesmo é ser... é ver... absorver, refletir e caminhar  sorrindo!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Imaginário

Meu bem, meu bem,
Você tem que acreditar em mim...
Eu chego a fingir tudo em nome do nada que sou.
Amo calada e sem sofrimento algum.
Guardo em minhas mortes de todos os dias a vida que um dia consegui sonhar.
Mas esse aparente sofrimento é irreal, porque a dor  inexiste simultaneamente a presença de sua vida na minha.
A maturidade nos dá condição de maior compreensão.
O amor maduro atende aos chamados dos olhos, das palavras e a boca cala os beijos sonhados, que nunca sequer foram imaginados.
O nervoso do momento do encontro não se dá. É uma calma confortante sem frieza, habitante de meus pensamentos inconstantes nos quais encontro a personificação de minha fé.
Na fé, nos encontramos tal qual duas velhas almas conhecidas.
Possuimos talvez as mesmas crendices... ou anseios.
No que virá sem importar nos com a forma.
No encontro diário, na rotina vazia, o tempo enche-se com sorriso e alegria!
O comum, usual, frugal encontra-se com o lúdico do dia a dia, com a ternura feliz!
Ficam então impregnados o ar, os espaços, a vida, pelo conforto das tais almas velhas e amigas.
Na rotina comungamos com o incomum antigo.
Aguardando... Guardando na naturalidade do lúdico rotineiro o momento de dar-se o direito de sonhar com seus beijos inimagináveis.

domingo, 12 de junho de 2011

Com palavras


"É muito bom eu ser eu. É muito bom você ser você. Mas é melhor ainda nós sermos nós."

sexta-feira, 10 de junho de 2011

a verdade de ontem ...


Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto exis
te o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada

Cortar o tempo - 10 de junho de 2013


"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente"

quinta-feira, 9 de junho de 2011



“O respeito mútuo, um respeito sem fingimentos e sem rotinas, um respeito bem intencionado, que todos os dias se ilumina de argumentos novos e todos os dias se sente pequeno diante da sua aspiração, poderá servir de base, dentro da obra educacional, a um movimento de resultados eficientes, no problema urgentíssimo da salvação do mundo pela garantia unânime da paz.”

Mas Eu



Mas eu, em cuja alma se refletem
as forças todas do universo
Em cuja reflexão emotiva e sacudida,
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas antagônicas e absurdas se sucedem,
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu a mulher legítima e triste do Conjunto,
Eu sofro ser eu através disso tudo como ser sede sem ser de água.

Ode ao Fígado

Modesto,
organizado
amigo,
trabalhador
profundo,
deixa-me te dar a asa
do meu canto,
o golpe
de ar,
o salto
de minha ode:
ela nasce
de tua máquina
invisível,
ela voa
partindo de teu infatigável
e fechado moinho,
entranha
delicada
e poderosa
sempre viva e obscura.
Enquanto
o coração sonha e atrái
a partitura do bandolin,
lá dentro
tu filtras
e repartes,
separas
e divides,
multiplicas
e engraxas,
sobes
e recolhes
os fios e os gramas
da vida, os últimos
licores,
as íntimas essências.
Víscera
submarina,
medidor
do sangue,
vives
cheio de mãos
e de olhos
medindo e transvasando
em teu escondido
quarto
de alquimista.
Amarelo
é o teu sistema
de hidrografia vermelha,
búzio
da mais perigosa
profundidade do homem
ali sempre
escondido,
sempiterno,
na usina,
silencioso.
E todo
sentimento
ou estímulo
cresceu em teu maquinário,
recebeu alguma gota
de tua elaboração
infatigável,
ao amor agregaste
fogo ou melancolia,
uma pequena
célula equivocada
ou uma fibra
gasta em teu trabalho
e o aviador se engana de céu,
e o temor se precipita em assovio,
o astrônomo perde um planeta.
Como brilham acima
os olhos feiticeiros
da rosa,
os lábios
do cravo
matutino!
Como ri
no rio
a donzela!
E abaixo
o filtro e a balança,
a delicada química
do fígado,
a adega
dos câmbios sutis:
ninguém
o vê ou o canta,
porém,
quando
envelhece
ou desgasta seu morteiro,
os olhos da rosa se acabaram,
o cravo murchou sua dentadura
e a donzela não cantou no rio
Austera parte
ou todo
de mim mesmo,
avô do coração,
moinho
de energia:
te canto
e temo
como se foras juiz,
metro,
fiel implacável,
e se não posso
entregar-me amarrado à pureza,
se o excessivo
comer
ou o vinho hereditário de minha pátria
pretenderem
perturbar minha saúde
ou o equilíbrio da minha poesia,
de ti,
monarca obscuro,
distribuidor de mel e de venenos,
regulador de sáis,
de ti espero justiça:
Amo a vida: cumpre! Trabalha!
Não detenhas o meu canto.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Cosmo



O COSMO: "tudo o que já foi, tudo o que é e tudo que será."

Medo

"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação."


segunda-feira, 6 de junho de 2011

A alma de um diferente


Diferente não é quem pretenda ser. Esse é um imitador do que ainda não
foi imitado, nunca um ser diferente.

Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros. Que riem de inveja de não serem
assim. E de medo de não agüentar, caso um dia venham, a ser. O diferente é
um ser sempre mais próximo da perfeição.

O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos
sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente,
talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas. Um diferente
medroso, este sim, acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente
que não vingou.

Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os
entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo
inteiro. Diferente que se preza entende o porque de quem o agride. Se o
diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.

O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando
algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere
a ira do irremediavelmente igual: a inveja do comum; o ódio do mediano. O
verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.

O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos
dadas, e até mesmo alguns adultos por omissão, se unem para transformar o
que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção
aguçada em : "Puxa, fulano, como você é complicado". O que é o embrião de um
estilo próprio em : "Você não está vendo como todo mundo faz? "

O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba
incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram
( e se transformam) nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo
dos demais começarem a perceber. Diferente é o que se emociona enquanto
todos em torno agridem e gargalham. É o que engorda mais um pouco; chora
onde outros xingam; estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre
sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria onde o hábito
rotiniza. Sofre onde os outros ganham.

Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Aceita empregos que
ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes. Engorda
onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas. Não
desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o
adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar. Ele
aprendeu a superar riso, deboche, escárnio, e consciência dolorosa de que a
média é má porque é igual.

Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados,
magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo,
excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas
erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba. Aí estão,
doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas
deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir entender.
Nessas moradas estão tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são
capazes.

Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja
suficientemente forte para suporta-lo depois."


Roupagem paciente


"A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta, tal frio não te poderá afetar. De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afetar a tua mente."

Certas Experiências

"Queremos ter certezas e não dúvidas, resultados e não experiências, mas nem mesmo percebemos que as certezas só podem surgir através das dúvidas e os resultados somente através das experiências."